Revolução verde no Tocantins: O impacto impressionante da tecnologia na produção de algodão

Agricultor examinando plantas de algodão em um campo vasto no Tocantins, com a luz do sol destacando a cultura e a tecnologia agrícola.

Caravana da produção 2026 revela como a adoção de inovações e parcerias estratégicas está transformando o cenário do agronegócio local e otimizando resultados

A tecnologia na cultura do algodão no Tocantins alcança novos patamares, impulsionando a produtividade e a sustentabilidade no setor agrícola. O Governo do Tocantins, através da Caravana da Produção 2026, destacou esta evolução em uma visita técnica à empresa Agro Brasil, localizada em Tocantínia, na região central do estado, no dia 24 de outubro. A iniciativa visa aproximar o poder público dos produtores e fomentar o diálogo sobre as principais demandas e desafios do campo, buscando soluções para os problemas enfrentados nas propriedades rurais.

A Caravana da Produção 2026, organizada pelo Governo do Tocantins por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) e de parceiros institucionais, percorrerá o estado até o dia 27 de outubro, com encerramento previsto na região da Garganta, em Mateiros.

Incentivos governamentais e o potencial produtivo

Na abertura da programação, Fred Sodré, titular da Seagro, enfatizou o papel dos incentivos estaduais para o progresso da produção agrícola. Ele salientou a importância da interação direta com os agricultores para compreender a fundo suas necessidades.

A Caravana representa uma aproximação do Governo do Estado com os produtores, com um olhar atento às realidades do campo. Por meio das políticas públicas, buscamos dialogar sobre as principais demandas e desafios, atuando para minimizar e mitigar os problemas enfrentados nas propriedades rurais.

Peter Fruervang, diretor da Agro Brasil, ressaltou o cultivo do algodão como uma alternativa promissora para a safrinha e enalteceu o vasto potencial do Tocantins para essa cultura. Ele apresentou dados concretos da colheita recente, demonstrando o sucesso da abordagem.

Em um grupo de oito produtores, conseguimos colher, na safra passada, cerca de 250 arrobas por hectare. Na algodoeira da empresa, processamos aproximadamente 6 mil toneladas de algodão em caroço.

Troca de experiências e resultados positivos

Daniel Cerri, um dos participantes da Caravana e produtor de algodão na Fazenda Agrocr, em Figueirópolis, valorizou a oportunidade de aprendizado e a troca de conhecimentos proporcionada pelo evento. Ele compartilhou os resultados obtidos em sua propriedade, que superam a média nacional.

Essa ação é extremamente positiva, pois permite a troca de experiências entre os produtores, com informações sobre cultivo, manejo e financiamentos. Temos obtido bons resultados, com média de 280 arrobas por hectare, e algumas variedades irrigadas podem chegar a 330 arrobas por hectare. Nossa meta futura é construir uma algodoeira para processamento.

Agro Brasil: inovação e mercado internacional

A Agro Brasil atualmente cultiva quatro variedades de algodão, com uma média de produção de 410 arrobas. A variedade FM 99 GL se destaca por seu rendimento de 240 arrobas por hectare e maior resistência a herbicidas. A empresa está continuamente testando novas variedades e adota o algodão e o milho como culturas para a segunda safra, após a colheita da soja.

Henrique Alves, gerente de lavoura da Agro Brasil, detalhou o destino da produção. A pluma, principal produto comercializado, é exportada, tendo a China como maior cliente. Os caroços são utilizados na fabricação de ração animal para o mercado do Nordeste, e os resíduos são empregados na adubação de diversas lavouras, fechando um ciclo produtivo eficiente.

Além disso, os caroços são processados para a produção de ração animal, tendo o Nordeste como principal mercado consumidor. Também aproveitamos os resíduos para adubação de diferentes tipos de lavouras.

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