Tocantins protagoniza escalada alarmante em investigações de crimes sexuais contra crianças na internet

Ilustração de crimes cibernéticos com computador e símbolos de segurança em tons sombrios

Estado do Tocantins registra salto sem precedentes de 154,5% em inquéritos sobre crimes sexuais contra crianças e adolescentes no ambiente digital, contrastando com retração nacional e elevando alerta máximo para a proteção infantojuvenil

O Tocantins emergiu como o epicentro do maior crescimento percentual no Brasil em investigações de crimes cibernéticos relacionados ao abuso sexual infantojuvenil no ano de 2025. Dados compilados pela organização Fiquem Sabendo, a partir de informações da Polícia Federal obtidas via Lei de Acesso à Informação, revelam um salto impressionante de 154,5% nos inquéritos no estado, elevando o número de 11 casos apurados em 2024 para 28 em 2025.

Aumento percentual supera média nacional mesmo com a queda de inquéritos no Brasil

Esse aumento coloca o Tocantins na vanguarda do ranking nacional em termos de variação percentual ano a ano, superando outras unidades da federação que também apresentaram elevações significativas, como Rondônia e Minas Gerais. O cenário local diverge da tendência observada em todo o país, onde a Polícia Federal instaurou 1.999 inquéritos em 2025 referentes a crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes, representando uma diminuição de 8% em comparação com os 2.173 casos registrados em 2024.

Apesar da recente retração nacional, o volume de investigações no Brasil ainda permanece em um patamar preocupantemente alto, muito acima dos 1.431 casos de 2023, conforme apontado pela Polícia Federal. O problema persiste em níveis elevados e exibe focos de crescimento em regiões específicas.

Oito estados em contramão à tendência de queda nacional de investigações

Em 2025, oito estados apresentaram um aumento no número de investigações: Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Rondônia, Roraima e o próprio Tocantins. A Polícia Federal ainda destaca que a real dimensão do problema pode ser substancialmente maior, uma vez que cada inquérito pode abranger múltiplos crimes, vítimas e investigados.

Situação do Tocantins em foco

A trajetória recente das investigações no Tocantins demonstra uma notável flutuação:

  • 2023: 17 inquéritos
  • 2024: 11 inquéritos
  • 2025: 28 inquéritos

Após uma redução em 2024, o estado testemunhou uma ascensão vertiginosa no ano seguinte. Esse crescimento pode ser um indicativo de fatores diversos, como um volume maior de denúncias, a intensificação de operações policiais ou o aprimoramento da capacidade investigativa de crimes cibernéticos. Mesmo com o expressivo incremento, o Tocantins ainda se posiciona na faixa intermediária do ranking nacional em termos de números absolutos de investigações, dado que estados com maior densidade populacional naturalmente concentram a maioria dos inquéritos.

Ranking nacional de investigações em 2025 e sua variação percentual anual

A seguir, o detalhamento das unidades da federação por número de investigações em 2025, com a respectiva variação percentual em relação a 2024:

  • 1. São Paulo — 400 inquéritos (-19,0%)
  • 2. Minas Gerais — 201 inquéritos (+60,8%)
  • 3. Paraná — 179 inquéritos (0%)
  • 4. Rio Grande do Sul — 138 inquéritos (+8,7%)
  • 5. Rio de Janeiro — 115 inquéritos (-2,5%)
  • 6. Bahia — 88 inquéritos (+12,8%)
  • 7. Santa Catarina — 86 inquéritos (-13,1%)
  • 8. Paraíba — 82 inquéritos (-5,7%)
  • 9. Rondônia — 71 inquéritos (+129,0%)
  • 10. Pará — 60 inquéritos (-29,4%)
  • 11. Mato Grosso — 58 inquéritos (-14,7%)
  • 12. Goiás — 56 inquéritos (-56,9%)
  • 13. Espírito Santo — 56 inquéritos (+7,7%)
  • 14. Maranhão — 52 inquéritos (+4,0%)
  • 15. Amazonas — 45 inquéritos (+50,0%)
  • 16. Pernambuco — 46 inquéritos (-4,2%)
  • 17. Rio Grande do Norte — 44 inquéritos (-17,0%)
  • 18. Mato Grosso do Sul — 40 inquéritos (-39,4%)
  • 19. Piauí — 33 inquéritos (0%)
  • 20. Tocantins — 28 inquéritos (+154,5%)
  • 21. Ceará — 27 inquéritos (-30,8%)
  • 22. Acre — 21 inquéritos (-12,5%)
  • 23. Roraima — 18 inquéritos (+20,0%)
  • 24. Alagoas — 16 inquéritos (-46,7%)
  • 25. Sergipe — 13 inquéritos (-23,5%)
  • 26. Distrito Federal — 12 inquéritos (-80,3%)
  • 27. Amapá — 11 inquéritos (-50,0%)
  • 28. Sede administrativa da PF — 3 inquéritos (+200%, base pequena)
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