Consequências inesperadas de celebrações carnavalescas geram apreensão no governo e elevam a tensão sobre decisões cruciais do Tribunal Superior Eleitoral
O núcleo mais próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nutre apreensões significativas, admitindo o risco de um revés na Justiça Eleitoral após um desfile realizado pela Acadêmicos de Niterói, que ocorreu na noite de ontem, conforme apurou a CNN Brasil.
Apesar de todas as precauções e orientações transmitidas a membros do governo, o evento carnavalesco alimenta preocupações. Aliados do presidente, no entanto, rechaçam qualquer fundamento para a alegação de propaganda eleitoral antecipada.
Tradicionalmente, os precedentes mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema indicam que a prática só é vedada quando o próprio pré-candidato solicita votos de maneira explícita, seja para si ou contra adversários.
Contudo, o receio transcende a literalidade da lei. Um integrante próximo ao presidente resumiu a principal inquietude.
O temor… tem mais a ver com o forte clima de tensão institucional que paira sobre o Judiciário.
Essa fonte, em conversas com a CNN Brasil, também fez menção aos atritos recentes provocados pelo “caso Master”. A avaliação é de que a pressão política atual poderia, em última instância, forçar uma alteração no entendimento vigente do TSE sobre a propaganda eleitoral antecipada. Uma postura mais rígida do tribunal teria vastos impactos sobre toda a pré-campanha eleitoral.
Horas antes do desfile, havia expectativa pela presença da primeira-dama Janja, que acabou sendo substituída pela cantora Fafá de Belém. A participação de Janja, em particular, representava um dos fatores de maior preocupação para a pré-campanha petista, mesmo com as orientações prévias.
