Após quase três anos de mistério e fuga, executor de assassinato brutal em Divinópolis do Tocantins por romance proibido é finalmente capturado em Caseara
Um homem de 29 anos, considerado o executor de um homicídio que chocou Divinópolis do Tocantins em 2022, foi preso na manhã desta segunda-feira, 6 de maio, na cidade de Caseara. A detenção, realizada por equipes da 55ª Delegacia de Polícia Civil sob a coordenação do delegado Bruno Monteiro Baeza, põe fim a uma intensa busca que durou quase três anos pelo responsável pela morte de Felisma Pereira Neco, de 45 anos, cujo crime ocorreu na zona rural do município, conforme apurou a Polícia Civil.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicaram que Felisma Pereira Neco foi atraído para uma emboscada em um local isolado na noite de 5 de junho de 2022. Lá, ele foi alvejado por disparos de espingarda. A apuração detalhada permitiu que os agentes reconstituíssem a dinâmica do assassinato, que se revelou premeditado e com a participação de mais de uma pessoa.
O inquérito apontou que a motivação do crime estava ligada ao relacionamento da vítima com uma adolescente. O pai da jovem, que não aceitava o namoro, é indicado como o mandante do homicídio. Segundo a Polícia Civil, ele teria proferido ameaças a Felisma e, posteriormente, contratado o executor, oferecendo uma motocicleta avaliada em R$ 3 mil como pagamento pelo ato.
Trabalhando como negociante de gado, a vítima foi levada até uma área próxima a uma fazenda, onde ocorreu a execução. Após o brutal ato, os envolvidos empreenderam fuga, deixando a região. Embora mandados de prisão preventiva tenham sido expedidos pela Justiça tanto para o executor quanto para o mandante, ambos permaneceram foragidos por um longo período.
Nos últimos dias, a Polícia Civil conseguiu localizar o executor, que se escondia em Caseara. Após a prisão, ele foi conduzido à 9ª Central de Atendimento da Polícia Civil, localizada em Paraíso do Tocantins, para os procedimentos legais. Em seguida, foi encaminhado à Unidade Penal Regional, onde aguarda as próximas decisões judiciais. O mandante do crime, contudo, permanece foragido e ainda é procurado pelas autoridades.
O delegado Bruno Baeza ressaltou a relevância da prisão, apontando-a como um avanço fundamental para a elucidação do caso e para reforçar o compromisso da Polícia Civil com a investigação e a devida responsabilização dos envolvidos.
















