Prisão estratégica em Paraíso do Tocantins: Polícia Civil desmantela sofisticado esquema de estelionato que revendeu veículos em consignação sem autorização dos legítimos donos

Viatura da Polícia Civil em frente a uma garagem, indicando investigação de fraude de veículos

Ação da Polícia Civil em Paraíso do Tocantins revela esquema recorrente de fraude na venda de veículos, culminando na prisão de um indivíduo e na proibição de suas atividades

A Polícia Civil do Tocantins efetuou a prisão de E. R. N., investigado por estelionato na negociação de veículos em Paraíso do Tocantins, na manhã da última terça-feira, dia 24. A ação, conduzida pela 62ª Delegacia de Polícia Civil local, resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão e na imposição de medidas cautelares rigorosas que visam impedir novas fraudes, conforme informações da Secretaria da Segurança Pública do Tocantins.

O inquérito detalha que o investigado estaria por trás da revenda de uma caminhonete deixada em consignação em uma garagem sob sua gerência. O veículo foi supostamente transferido a um terceiro por meio de financiamento bancário, sem o consentimento e a assinatura do proprietário original. Além da fraude documental, o suspeito não teria efetuado o repasse do valor devido e interrompeu todo contato com a vítima, deixando-a sem o dinheiro e sem o veículo.

Durante a execução da ordem judicial, as autoridades coletaram provas que fortalecem o conjunto probatório da investigação. Esses novos elementos serão fundamentais para as próximas diligências, que terão como objetivo identificar todos os envolvidos na transação fraudulenta e esclarecer a extensão do esquema.

Além do mandado de busca, a Justiça estabeleceu uma série de proibições ao investigado. E. R. N. está impedido de realizar qualquer tipo de venda, intermediação ou negociação de veículos. Ele também não pode frequentar o estabelecimento onde as atividades suspeitas ocorriam e tem restrições para deixar a comarca sem prévia autorização judicial.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que a atuação do suspeito era recorrente. Ele utilizava, inclusive, contas bancárias de terceiros para movimentar os valores obtidos nos golpes, evidenciando uma estrutura para perpetuar as práticas ilícitas.

O delegado Bruno Monteiro Baeza, responsável pelo caso, ressaltou a importância da decisão judicial para a interrupção das atividades fraudulentas do investigado.

“Essa medida foi importante porque evita que outras pessoas venham cair nesse tipo de golpe. Conforme as diligências, o indivíduo praticava crimes contra diversas vítimas, gerando prejuízos financeiros. Com a decisão judicial e o cumprimento das medidas cautelares, especialmente com relação à proibição de realizar negociações, há uma interrupção dessa prática ilícita.”

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