Megaoperação da Polícia Federal revela trama sofisticada de invasão digital e ameaças contra jornalista

Polícia Federal apreende celulares de Daniel Vorcaro em investigação

Empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, novamente detido em operação da Polícia Federal que culmina na apreensão de novos dispositivos móveis

A Polícia Federal confiscou mais três aparelhos celulares do empresário Daniel Vorcaro, figura central do Banco Master, durante o cumprimento de mandados judiciais na última quarta-feira (4), que resultou na sua segunda detenção. As ordens foram emitidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Estes dispositivos se somarão aos já apreendidos na prisão anterior do banqueiro para análise pericial.

A nova prisão ocorreu após investigações da Polícia Federal revelarem indícios preocupantes em mensagens trocadas por Vorcaro em aplicativos de conversas. As evidências apontam que o dono do Banco Master teria orquestrado a invasão de sistemas de informática do Ministério Público Federal.

O objetivo principal seria a obtenção de cópias de documentos sigilosos relacionados a investigações em seu nome. As análises indicam, ainda, que o empresário solicitou o monitoramento de adversários e, mais gravemente, a execução de ações violentas direcionadas a um jornalista.

Em uma nota divulgada no sábado (7), a defesa de Vorcaro exigiu acesso aos dados brutos dos aparelhos para que uma perícia independente possa ser realizada. Os advogados do banqueiro destacaram que o requerimento, protocolado em 16 de fevereiro, ganhou “especial relevância” após a divulgação de conversas, incluindo uma com o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal, inclusive para avaliar a licitude dos procedimentos utilizados na obtenção dessas provas.

A primeira prisão de Daniel Vorcaro aconteceu em 17 de novembro de 2025, quando ele tentava embarcar para Dubai, no Aeroporto de Guarulhos (SP). Na ocasião, o empresário alegou que sua viagem visava tratar de negócios com investidores. Contudo, a Polícia Federal suspeitou que era uma estratégia para fugir em um jatinho particular com destino a Malta, pois ele estaria ciente da existência de um mandado de prisão contra si.

Após 12 dias detido, Vorcaro foi liberado, recebendo uma tornozeleira eletrônica. Os três novos celulares apreendidos passarão por perícia, juntamente com os equipamentos anteriores. Ainda não há clareza se o conteúdo desses novos aparelhos será mais relevante que os arquivos já encontrados no celular que o banqueiro utilizava em sua primeira detenção, mas a análise dos dados está em curso.

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