Forças de segurança do estado agem em conjunto para desmantelar crimes ambientais e coibir o comércio clandestino que ameaça a biodiversidade gaúcha
Uma vasta ação conjunta da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Barra do Ribeiro e da Delegacia de Polícia Especializada de Proteção e Defesa do Meio Ambiente e dos Animais (Dema), com apoio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), reprimiu na quinta-feira, 26 de fevereiro, uma complexa rede de tráfico de animais silvestres e exóticos, comércio ilegal de armas de fogo e caça predatória. A Operação Ave de Rapina atuou simultaneamente nos municípios de Porto Alegre, Canoas e Viamão, na Região Metropolitana do Rio Grande do Sul, conforme informações divulgadas pelo Governo do Estado.
Durante a execução de treze mandados de busca e apreensão, as equipes de investigação confiscaram um total de 27 aves, pertencentes a sete diferentes espécies, incluindo três cardeais, classificados como em risco de extinção. A operação também apreendeu um cágado-de-barbela e uma série de instrumentos comumente utilizados em procedimentos veterinários, indicando a clandestinidade das práticas. As aves resgatadas apresentavam sinais evidentes de estresse e condições precárias de cativeiro, com algumas sendo encontradas já sem vida.
Os trabalhos resultaram em três prisões em flagrante, todas relacionadas à posse ilegal de arma de fogo. Além disso, a investigação apontou que um dos detidos operava um esquema de cativeiro ilegal de aves no interior de uma agropecuária, que funcionava como fachada para a comercialização ilícita de animais silvestres e exóticos. O mesmo indivíduo é agora alvo de inquérito por suposto exercício ilegal da medicina veterinária, após a descoberta de uma lista de procedimentos realizados e um carimbo com numeração adulterada.
A maioria dos pássaros apreendidos foi imediatamente reintroduzida à natureza. Contudo, um cardeal juvenil necessitou de cuidados especiais e foi encaminhado para um processo de reabilitação, com previsão de posterior soltura. A iniciativa reforça o compromisso das instituições estaduais com a preservação da biodiversidade e a incessante luta contra o tráfico de fauna, uma prática que desestabiliza ecossistemas e ameaça diretamente a sobrevivência de inúmeras espécies nativas.


















