Flu garante vantagem na semifinal do Campeonato Carioca com vitória sobre o Vasco, que, após a derrota no Nilton Santos, oficializa a demissão de Fernando Diniz
O Fluminense assegurou uma vitória crucial de 1 a 0 sobre o Vasco no Estádio Nilton Santos, pelo primeiro confronto da semifinal do Campeonato Carioca. O resultado, consolidado apesar de duas expulsões na equipe tricolor, culminou na demissão do técnico Fernando Diniz do comando cruz-maltino, que agora inicia a busca por um novo líder. Com o triunfo, a equipe das Laranjeiras mantém um aproveitamento de 100% em clássicos na temporada, conforme análise de O Globo.
A partida decisiva teve seu único gol marcado por Kevin Serna no primeiro tempo. Mesmo com a saída precoce do treinador Luis Zubeldía e, posteriormente, do jogador Bernal, o Fluminense demonstrou resiliência para segurar o placar até o apito final. A expulsão de Zubeldía, a primeira em 27 jogos pelo clube e com histórico de cartões vermelhos em passagens anteriores, ocorreu após reclamações veementes à arbitragem, levando o auxiliar Maxi Cuberas a assumir o comando técnico à beira do campo.
Do lado vascaíno, a derrota no clássico gerou forte insatisfação entre os torcedores presentes, que vaiaram Fernando Diniz ao final do jogo. O presidente Pedrinho, ao anunciar o desligamento, destacou a dedicação do profissional.
“Quero fazer um agradecimento por todo o carinho que ele teve comigo e com a instituição, por, em um momento bem difícil do clube, aceitar o convite e encarar o desafio e o projeto, sempre trabalhando com muito empenho e dedicação, com muito esforço para que a gente tivesse bons resultados.”
Com a saída de Diniz, também deixam o clube os auxiliares Ricardo Cobalchini e Evandro Fornari, além do preparador físico Wagner Bertelli. Bruno Lazaroni assume interinamente a equipe enquanto a diretoria busca um novo treinador definitivo.
O Fluminense entrou em campo com sua força máxima, motivado por um histórico recente de nove jogos sem derrotas — oito vitórias e um empate — e com o desejo de revanche pela eliminação na Copa do Brasil no ano anterior, justamente para o rival. Em contrapartida, o Vasco enfrentou a partida com desfalques importantes, sem poder contar com os lesionados Cuesta e Thiago Mendes. No setor ofensivo, Spinelli foi escalado no lugar de Brenner, enquanto Puma e Paulo Henrique ocuparam as laterais.
Apesar da intensidade esperada em um clássico, grande parte do primeiro tempo foi marcada por pragmatismo, com poucas chances claras de gol de ambos os lados. Foi a bola parada ofensiva, um dos pontos fortes do Fluminense, que rompeu o equilíbrio. Após tentativas anteriores sem sucesso, uma cobrança de escanteio de Lucho Acosta foi escorada de cabeça por Bernal, e Serna finalizou de primeira, com precisão, superando Léo Jardim. O atacante alcançou assim seu quinto gol em nove jogos na temporada.
Em desvantagem no placar, o Vasco tentou uma postura mais ofensiva, mas a falta de criatividade impediu a construção de jogadas perigosas. A tentativa de avanço também abriu espaços para contra-ataques do Fluminense, que, no entanto, não conseguiu capitalizar essas oportunidades. A situação tricolor se complicou novamente com uma jogada de bola parada, mas desta vez, em um cenário negativo. Em uma cobrança de falta, Lucho Acosta ajeitou para Renê, que rolou para Freytes. O zagueiro errou o tempo do chute, carimbando Spinelli. No rebote, Adson avançou livre em contra-ataque e foi impedido por Bernal, que recebeu cartão vermelho direto. Com um jogador a menos em campo, o Fluminense precisou reorganizar a equipe, sacrificando Kennedy para a entrada do volante Nonato.
Mesmo com a vantagem numérica, o Vasco de Diniz não conseguiu converter a pressão em lances de perigo. O técnico tentou tornar o time mais ofensivo ao substituir Tchê Tchê por Brenner, mas os esforços no final do jogo foram insuficientes para evitar a derrota, que, por fim, lhe custou o cargo.


















