Após polêmico desfile com homenagens e críticas a líderes políticos, escola Acadêmicos de Niterói afirma ser alvo de ‘perseguição política’
A Acadêmicos de Niterói denunciou formalmente uma suposta “perseguição política” após seu recente desfile no Rio de Janeiro.
Nesse evento, a escola homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou abertamente os ex-presidentes Jair Bolsonaro e Michel Temer.
Conforme a Revista Oeste, a agremiação declarou em nota que resistiu aos ataques, mesmo sob intensa pressão externa.
Além disso, a escola atribuiu essas pressões a “setores conservadores” e, gravemente, a gestores do Carnaval carioca.
Segundo o comunicado, houve tentativas de interferência direta na autonomia artística, incluindo pedidos para alterar o enredo e a letra do samba.
Consequentemente, advogados afirmam que a controvérsia pode gerar questionamentos eleitorais na Justiça.
Diante disso, o partido Novo anunciou que acionará o TSE para pedir a inelegibilidade do presidente da República.
Por precaução, a primeira-dama Janja desistiu de desfilar, evitando assim possíveis problemas com a Justiça Eleitoral.
O enredo controverso e as críticas aos ex-presidentes
Durante o desfile, os integrantes vestiram roupas vermelhas com estrelas e cantaram o refrão “olê, olê, olá, Lula!”.
Ademais, a escola retratou Jair Bolsonaro como palhaço e presidiário, ampliando a polêmica do enredo.
Simultaneamente, uma cena mostrou Michel Temer retirando a faixa de Dilma Rousseff, aludindo ao impeachment de 2016 como um “golpe”.
Em resposta, a Acadêmicos de Niterói espera um julgamento justo e reafirma a coerência e a potência de seu desfile.
Por outro lado, Michel Temer classificou a apresentação como “bajulação”, mas defendeu a liberdade de sátira política no Carnaval.
Finalmente, o incidente destaca o debate sobre os limites entre expressão artística e manifestação política em eventos culturais.
