Avanço forense redefine identificação pós-tragédia no Tocantins: corpo carbonizado é reconhecido em tempo recorde por técnica inovadora na BR-153

Cientista forense analisando impressões digitais recuperadas de vítima de acidente

Polícia Científica do Tocantins emprega perícia de ponta e identifica vítima de grave acidente em tempo recorde, revelando a eficácia da necropapiloscopia em situações críticas

A Polícia Científica do Tocantins, por meio do Instituto de Identificação, alcançou um feito notável ao identificar em menos de três horas a vítima de um acidente de trânsito ocorrido na madrugada do último sábado, dia 14, na BR-153, próximo ao município de Nova Rosalândia. O homem, com as iniciais R. O. B., teve seu corpo encontrado com severos sinais de carbonização, o que inviabilizou o reconhecimento visual direto no Instituto Médico Legal (IML) de Paraíso do Tocantins. A rápida conclusão do caso reforça a importância da perícia científica em ocorrências de alta complexidade. (Fonte: Portal LJ)

A identificação célere foi possível graças à necropapiloscopia, uma técnica pericial que se baseia na análise minuciosa das impressões digitais. Este método é reconhecido como um dos mais confiáveis para confirmar a identidade de indivíduos em cenários de acidentes ou situações onde os corpos apresentam danos extensos.

Tecnologia e dedicação superam desafios da carbonização

O processo pericial foi conduzido pelo papiloscopista Danielson Dantas, que precisou empregar técnicas específicas para recuperar as impressões digitais. A análise preliminar revelou que o membro superior direito da vítima estava carbonizado até o antebraço, o que impossibilitou a coleta de digitais nessa área. Diante desse obstáculo, o trabalho pericial focou na mão esquerda.

Após a aplicação de procedimentos técnicos especializados para a recuperação das cristas de fricção, as estruturas da pele responsáveis pelas impressões digitais, foram coletados fragmentos papilares em condições adequadas para a análise. As impressões digitais recuperadas foram subsequentemente inseridas no Sistema Best, uma plataforma avançada de confronto biométrico.

Sistema Best e o impacto da identificação biométrica

O cruzamento de dados realizado na plataforma resultou em uma identificação positiva, confirmada por meio da digital de um dos dedos da mão esquerda da vítima. A identificação biométrica é um pilar estratégico para a Segurança Pública do Tocantins.

“O trabalho reflete o compromisso da Polícia Civil com a precisão científica. Em casos de carbonização, a necropapiloscopia é uma das formas mais rápidas e seguras para garantir a identificação da vítima e permitir o prosseguimento das investigações.”

A afirmação da papiloscopista Francisca Gomes de Oliveira, chefe do Núcleo Regional de Identificação de Paraíso do Tocantins, sublinha o valor dessa metodologia. Ela destaca que a técnica assegura que a justiça seja efetivada com base em provas técnicas inquestionáveis, proporcionando respostas definitivas às famílias em prazos reduzidos e com menor custo para o estado.

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